História e Geografia de Portugal
Espaço destinado aos alunos do 2º Ciclo da Escola Básica Poeta Bernardo de Passos
quinta-feira, 11 de novembro de 2010
sexta-feira, 6 de agosto de 2010
As Invasões Napoleónicas
1. A Revolução Francesa
Em 1789, em França, uma revolução pôs fim ao absolutismo: a Revolução Francesa.
Os revolucionários defendiam ideias como a igualdade de todos os cidadãos perante a lei, a liberdade e a fraternidade. Defendiam ainda a separação de poderes que, na monarquia absoluta, estavam concentrados no rei
Sentindo-se ameaçados pelo triunfo dos revolucionários franceses, os reis absolutos da Europa declararam guerra a França. Foram derrotados pelas tropas do general francês Napoleão Bonaparte, mais tarde imperador.
2. O Bloqueio Continental
Só a Grã-Bretanha continuava a resistir. Napoleão decretou então (1806) o Bloqueio Continental: todos os países europeus deviam fechar os seus portos aos navios ingleses.
Portugal demorou a cumprir a ordem de Napoleão, porque era aliada da Grã-Bretanha e porque essa medida iria prejudicar a economia portuguesa (a maior parte do nosso comércio era com esse país).
Napoleão ordenou então a invasão e conquista de Portugal.3. A saída da corte para o Brasil
Quando as tropas de Napoleão já estavam em Portugal, o príncipe regente, D. João, decidiu refugiar-se no Brasil. Foi acompanhado por toda a família real e parte da corte, ficando o governo do Reino entregue a uma regência.
4. As invasões francesas
As tropas francesas invadiram Portugal por três vezes:
- 1ª invasão - 1807/1808 - General Junot
- 1ª invasão - 1807/1808 - General Junot
- 2ª invasão - 1809 - General Soult
- 3ª invasão - 1810/1811 - General Massena
Para ampliar clica sobre a imagem
Durante as invasões, os soldados franceses roubaram, incendiaram povoações, destruíram colheitas e mataram pessoas, o que revoltou a população.
Para resistir, Portugal pediu ajuda à Grã-Bretanha. O exército português e inglês contou com a ajuda da população, pois os movimentos de resistência popular apareceram por todo o país.
Finalmente, em 1811, os Franceses são definitivamente derrotados.
A Revolução Liberal de 1820
1. O descontentamento da população
Em 1811, as invasões francesas terminaram, mas o país ficou numa situação muito difícil:
- a família real continuava no Brasil;
- o Reino ficou mais pobre e desorganizado após as invasões;
- os ingleses controlavam quase todo o comércio com o Brasil.
As ideias liberais, vindas de França, tinham cada vez mais adeptos.
Em 1817, em Lisboa, regista-se a primeira conspiração liberal, chefiada pelo General Gomes Freire de Andrade. Descoberto, foi preso e enforcado.
Em 1818, forma-se no Porto uma organização secreta, o Sinédrio, com o objectivo de preparar uma revolução liberal.
O Sinédrio reunia burgueses do Porto (comerciantes, juízes, proprietários), entre os quais se destacava Manuel Fernandes Tomás. Também aderiram alguns militares.
No dia 24 de Agosto de 1820 deu-se a revolução.
A população do Porto aderiu com entusiasmo. Um mês depois, aderia Lisboa. A revolução espalhou-se então a todo o país. Os ingleses foram afastados e criou-se a Junta Provisional do Governo do Reino.
3. A Constituição de 1822
As Cortes Constituintes de 1822
Esta Junta passou a governar e preparou as primeiras eleições para deputados às Cortes Constituintes, isto é, a Assembleia que tinha como função elaborar uma Constituição de acordo com as ideias liberais.
Em Setembro de 1822, as Cortes Constituintes aprovaram a 1ª Constituição Portuguesa.
D. João VI regressa do Brasil, com a família e a corte, assina a Constituição e jura respeitá-la.
Esta Constituição estabelecia:
- a soberania da nação: o poder do rei devia submeter-se
à vontade dos cidadãos, através do voto;
- a igualdade e liberdade dos cidadãos face à lei.
- a separação de poderes: legislativo, executivo, judicial;
- a separação de poderes: legislativo, executivo, judicial;
Monarquia Absoluta Monarquia Liberal
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quinta-feira, 5 de agosto de 2010
A independência do Brasil
Durante os treze anos que D. João VI e a corte permaneceram no Brasil, este território registou grandes progressos:
- A cidade do Rio de Janeiro tornou-se sede do Governo;
- Foram criadas repartições de finanças, justiça e da polícia;
- Foram construídos hospitais, escolas, teatros e bibliotecas;
- Foram criadas indústrias e abertas estradas;
- Os portos brasileiros foram abertos aos comerciantes estrangeiros,
o que desenvolveu o comércio externo.
Assim, o Brasil deixou de ser uma colónia para se tornar um reino.
Mas quando D. João VI regressou a Portugal, deixando o príncipe D. Pedro, seu filho, a governar o Brasil, as Cortes Constituintes decretaram que:
Mas quando D. João VI regressou a Portugal, deixando o príncipe D. Pedro, seu filho, a governar o Brasil, as Cortes Constituintes decretaram que:
- O Brasil voltasse a ser uma colónia;
- O seu comércio externo voltasse a passar por Portugal;
- D. Pedro regressasse a Portugal.
A estas imposições, D. Pedro reagiu decidindo permanecer no Brasil. Para tal contou com o apoio da burguesia brasileira.
As Cortes Constituintes reagiram, anulando todos os poderes do príncipe.
Ao receber esta notícia, D. Pedro declarou a independência do Brasil, a 7 de Setembro de 1822
Coroação de D. Pedro como imperador do Brasil
domingo, 25 de julho de 2010
O Império Português no século XVIII
Durante o domínio filipino, os inimigos de Espanha (Holanda, Grã-Bretanha, França) ocuparam parte do Império Português, sobretudo a Oriente.
O Brasil veio então tomar o lugar que tinha antes a Índia na economia portuguesa. O açúcar, primeiro, o ouro e os diamantes, depois, eram agora as principais riquezas que chegavam ao reino.
Muitos milhares de colonos portugueses emigraram para o Brasil, na esperança de enriquecer.
Mas as plantações de açúcar e os engenhos exigiam muita mão-de-obra.
Os primeiros colonos tentaram utilizar os índios como mão-de-obra escrava. Mas estes, habituados à liberdade, não se adaptaram ao trabalho: revoltavam-se, adoeciam, fugiam... Foi de África que começaram a vir os escravos necessários à cada vez maior produção de açúcar.
O principal comércio fazia-se, assim, através do Atlântico: os navios partiam de Portugal e dirigiam-se à costa africana, de onde levavam sobretudo escravos para o Brasil; daqui, traziam açúcar, ouro e diamantes.
Os escravos trabalhavam nas plantações de açúcar, nos engenhos e nas minas.
O Brasil veio então tomar o lugar que tinha antes a Índia na economia portuguesa. O açúcar, primeiro, o ouro e os diamantes, depois, eram agora as principais riquezas que chegavam ao reino.
Muitos milhares de colonos portugueses emigraram para o Brasil, na esperança de enriquecer.
Mas as plantações de açúcar e os engenhos exigiam muita mão-de-obra.
Os primeiros colonos tentaram utilizar os índios como mão-de-obra escrava. Mas estes, habituados à liberdade, não se adaptaram ao trabalho: revoltavam-se, adoeciam, fugiam... Foi de África que começaram a vir os escravos necessários à cada vez maior produção de açúcar.
O principal comércio fazia-se, assim, através do Atlântico: os navios partiam de Portugal e dirigiam-se à costa africana, de onde levavam sobretudo escravos para o Brasil; daqui, traziam açúcar, ouro e diamantes.
Os escravos trabalhavam nas plantações de açúcar, nos engenhos e nas minas.
A Sociedade no tempo de D. João V
A sociedade portuguesa do século XVIII continuava dividida nos três principais grupos sociais que já conheces: nobreza, clero e povo.
A nobreza continuava a ser um grupo social privilegiado, que vivia dos rendimentos das suas propriedades.
Imitava em tudo o luxo da corte de D. João V: habitação, festas, banquetes, vestuário.
O clero era também um grupo social rico e poderoso. Com a protecção do rei, aumentou o número de mosteiros, conventos e igrejas.
Para além do culto religioso, dedicava-se ao ensino e à assistência aos necessitados. Presidia ao Tribunal da Inquisição que julgava todos os que não respeitavam a religião católica.
O povo vivia com muitas dificuldades, sobretudo no campo, devido aos baixos salários e aos muitos impostos. Continuava a alimentar-se sobretudo de pão, peixe e legumes. Eram pequenos comerciantes, artífices, camponeses, criados, aguadeiros, carregadores...
Este grupo social engloba também a alta burguesia que continuava a enriquecer com o comércio.
A monarquia absoluta no tempo de D. João V
Durante o reinado de D. João V chegaram ao reino grandes quantidades de ouro e diamantes, vindos do Brasil. Também o comércio de açúcar, tabaco, vinho e sal dava grandes lucros. Isto tornou D. João V um rei muito poderoso e rico.
Passou a governar sem convocar Cortes e concentrou em si todos os poderes: o poder legislativo (fazer as leis), o poder executivo (mandar executá-las) e o poder judicial (julgar quem não cumpre a lei). Governou como rei absoluto.
A corte de D. João V tornou-se uma das mais ricas da Europa. Davam-se grandes banquetes, consumia-se café e chocolate, novidades da época, e rapé (tabaco moído). Nos bailes, dançava-se a pavana e o minuete ao som do violino ou do cravo. Jogava-se às cartas, às damas e aos dados. Assistia-se a sessões de poesia, de música e a representações teatrais. Era também muito apreciado o espectáculo das touradas e a ópera.
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